segunda-feira, 29 de julho de 2013

APRESENTAÇÃO

SEJAM BEM VINDOS!

Este blog é destinado a todos os colegas prevencionistas da área de segurança e medicina do trabalho, a qual estarei postando vários conteúdos para quem está começando a carreira e quem estiver com algumas duvidas.
 Meu nome é Rodrigo sou Técnico em Segurança do trabalho, trabalho em uma Consultoria de Medicina e Segurança do Trabalho.
Aqui estarei disponibilizando noticias e tudo que seja necessário para essa área que mais cresce no Brasil. 


O CONHECIMENTO SEMPRE DEVE SER MULTIPLICADO, PARA ASSIM QUANTO MAIS PESSOAS TER O CONHECIMENTO MENOS DOENÇAS E ACIDENTES  DO TRABALHO.

sábado, 27 de julho de 2013

COMO FAZER MAPA DE RISCO

Hoje veremos como fazer Mapa de Riscos e como sempre, veremos passo a passo. 
 Vou mostrar da forma que faço, logicamente existem mil maneiras de fazer.
Quem quiser apresentar seu jeito de fazer, poderá usar o campo de comentários para se expressar.
Colocando a mão na massa…
LAYOUT
O primeiro passo é ter o Layout da empresa, não tem o layout da empresa? Então use a imaginação e o poder da observação, observe esses que fiz abaixo. 
mapa, risco, CIPA
mapa, risco, CIPA, SESMT
Neles só usei a criatividade, o poder da observação a caneta e uma prancheta. Se gostou desses, é só acreditar no seu potencial e fazer o seu.
Se não tiver o Layout da empresa, pegue uma prancheta e caneta e comece a desenhar o local analisado. Não tenha pressa, normalmente volto várias vezes ao local, refaço o desenho várias vezes, tanto no papel quanto no computador, até que fique o mais idêntico a realidade o possível.

AVALIAÇÃO DOS RISCOS
Então chegamos à seguinte questão como analisar os riscos no ambiente de trabalho para colocá-lo no Mapa de Risco?
Resposta: A avaliação dos riscos para elaboração do Mapa de Risco é qualitativa, ou seja, não envolve medições! Então quando for elaborar seu Mapa de Risco, faça uma reunião com a CIPA e pergunte a ela quais são os riscos que ela percebe no ambiente que está analisando. Quem sabe assim terá uma surpresa com algum risco que ainda não tenha percebido!
É importante também observar o PPRA da empresa. Nele poderá encontrar orientações interessantes sobre os riscos presentes no ambiente de trabalho.

Lembre-se do item 5.16 da NR 5, a CIPA é também responsável pela elaboração do Mapa de Risco, delegue algum trabalho a ela.
Na dúvida clique no link a seguir e baixe o Questionário auxiliar para elaboração do Mapa de Risco.

cores, riscos, correspondentes, gruposCORES
As cores são parte muito importante do Mapa de Risco. São elas que representam os riscos presentes no ambiente.
Acrescente os riscos de acordo com o Grupo de Riscos e Cores Correspondentes.
CÍRCULOS
A intensidade dos riscos no ambiente de trabalho é representada através de círculos. 
Se o risco é grande o círculo deve ser grande, se o risco for médio o círculo será médio, se o risco for pequeno o círculo será pequeno.
TAMANHO DOS CÍRCULOS
Mapa de Risco é qualitativo, não envolve medições! Os riscos são definidos de acordo com a percepção de riscos dos trabalhadores, da CIPA e do SESMT.

O tamanho do círculo que usar na legenda do Mapa de Riscos deverá ser o mesmo usado no layout.
Para evitar que os círculos da legenda fiquem com tamanho diferente do que está dentro do layout, faça os três círculos somente uma vez.
Faça logo no início um círculo grande, médio e pequeno, e depois sempre que precisar acrescente o círculo de tamanho correspondente apenas copiando e colando. Fazendo assim, o tamanho sempre será o mesmo e não terá como errar nisso.
círculos, Mapa, riscos, CIPA, segurança, trabalho
PIZZA
Se o local analisado tiver muitos riscos você poderá colocar os riscos dentro do círculo e fazer tipo pizza.

SETAS
Se o local analisado for grande você poderá usar setas, indicando os locais para os determinados riscos. 
Mapa, Risco, SESMT, CIPA, SIPAT
Fazendo assim evitará encher o local de círculos, e ficará um Mapa de Risco eficiente e menos “poluído” visualmente. Isso facilitará a compreensão das pessoas que o virem.
Temos sempre que lembrar que o Mapa de Risco é feito para pessoas leigas nas questões de Segurança do Trabalho.
Devemos tentar simplificar ao máximo para que fique agradável visualmente e fácil de ler e compreender a simbologia.

PROGRAMA
Depois dos assuntos layout da empresa, avaliação do ambiente, riscos do ambiente e tamanho dos círculos resolvido, é hora de escolher o programa para fazer o Mapa de Riscos. A infinidade de programas existentes te permite escolher o que mais lhe agrada.
Já fiz Mapa de Risco como Microsoft Paint e com o Microsoft Visio Viewer. Do que mais gostei foi no Visio. Tem pessoas que conseguem fazer até com o Microsoft Word, outros que fazem no Power Point, Corel Draw. Enfim, o programa é o de menos, o mais importante é fazer passo a passo, sem pressa ou correria, certo!
O mais difícil é começar! Comece e tudo dará certo.
LEGENDA
Atenção total! É aqui que muito Mapa de Risco perde a força e a eficácia.
A legenda é uma parte muito importante do Mapa de Riscos.
Um Mapa de Risco com uma legenda ruim não funciona. As pessoas não entenderão, de nada valerá.
Imagine que você é um visitante na empresa não conhece as instalações, os riscos. Então olha o Mapa de Risco procurando informações, te pergunto será que se a legenda estiver ruim encontrará o que procura? É obvio que não. Então esse Mapa de Risco não cumpriu sua missão…  
Legenda Mapa de Risco
Itens que considero importante na legenda do Mapa de Risco:
  
 - Cores dos respectivos riscos
Aquelas mesmas do Grupo de Cores segundo os Riscos Ocupacionais. Veja o jeito que costumo fazer.  
Riscos, cores, grupos

Círculos 
(já falei que devem ser do mesmo tamanho do que os que estão no Layout). Recomendo que se possível coloque escrito ao lado deles pequeno, médio, grande, para facilitar o entendimento dos leigos no assunto.
CIPA, SESMT, Legenda do Mapa de Risco
  - Local analisado
 Exemplo: Mapa de Risco do Depósito.
Todo Mapa de Risco deve ter a descrição do local analisado, fica mais fácil dos outros entenderem.
   
Tem gente que coloca data no quadro das orientações, e fica assim Mapa de Risco CIPA e SESMT 2013, não aprovo isso. Quando colocamos data, a tendência é que as pessoas desprezem logo depois de um ano. 

O Mapa de Risco só precisa ser revisto quando ocorrem modificações no local de trabalho, ou alteração nos riscos presentes no ambiente. Se não ocorrer nenhuma das duas o documento valerá sempre. Assim só será necessário alterar quando estiver ilegível por causa da idade.  
Orientações Mapa Risco
- CIPA e SESMT no Mapa de Risco
Norma não se discute, se cumpre e pronto! Se a NR 5 diz que a CIPA também é responsável pelo Mapa e Riscos, então coloque isso na legenda, mesmo se ela não tiver feito nada por ele.
Sempre gosto de colocar assim “Orientações da CIPA e SESMT”.    
  
Seja claro em suas orientações
Coloque os riscos, mas também coloque as medidas preventivas, por favor.
Não adianta mostrar os riscos e não mostrar as medidas de prevenção adotadas pela empresa, logo à informação estará incompleta. Mais uma vez vale lembrar para ser claro, objetivo e evitar termos técnicos. Lembre-se: O Mapa de Risco não é feito para o SESMT e sim para toda empresa, isso incluem pessoas leigas na Segurança do Trabalho e outras menos leigas..
 Depois de colocar todas as informações no programa escolhido seu Mapa de Riscos estará pronto para impressão. Agora deverá encontrar uma gráfica de confiança e mandar fazer o banner ou quadro, e depois colocar no local analisado.  
Em caso de dúvida ou sugestão, podem deixá-la logo a baixo nos comentários, ou então entre em contato.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Como montar uma CIPA

Implantar uma CIPA é um das tarefas mais “chatas que existem :) ”. São várias etapas até finalmente poder empossar os cipeiros.
Veremos nessa postagem como montar uma CIPA passo a passo.
 - ENCONTRAR O CNAE DA EMPRESA: A partir do CNAE bastará ir até a NR 5 e dimensionar a CIPA. Se não tem o CNAE sugiro que pegue com o RH ou responsável, se tiver o CNPJ basta pesquisar no site da Receita Federal.
 – Com o CNAE em mãos, podemos partir para o segundo passo que é o dimensionamento da CIPA, encontrando o grupo de Riscos na NR-05, Quadro II e depois que achar o grupo de riscos é só olhar dimensionamento no Quadro I.
FORMATO DA CIPA
A CIPA é formada de forma paritária. Ou seja, é formada em partes iguais por membros votados pelos empregados e membros indicados pelo empregador.
Como vimos no vídeo após o dimensionamento é preciso dobrar a quantidade que foi conseguida.
COMO SABER QUEM SÃO OS SUPLENTES DA MINHA CIPA?
Na própria NR 5, a parte do dimensionamento nos mostra quantos serão. 
QUEM DEVE SER O PRESIDENTE DA CIPA
O presidente da CIPA deve ser indicado pelo empregador entre os seus representantes titulares. NR 5 item 5.11.
QUEM ESCOLHE O VICE PRESIDENTE DA CIPA
O vice presidente é escolhido entre os membros eleitos pelos funcionários. Segundo a NR 5 os próprios eleitos devem escolher o vice. NR 5 item 5.11.
QUEM ESCOLHE O SECRETÁRIO DA CIPA
O Secretário pode ser escolhido entre os membros da CIPA ou até pessoas que não tenham ligação com a CIPA. É necessário ter a concordância do empregador nessa escolha. NR  5.13.
3° – CRONOGRAMA DE DATAS DE IMPLANTAÇÃO: Após sabermos a quantidade de cipeiros que será necessária, é preciso seguir o cronograma de datas previsto pela NR 5.
4° - DAR POSSE A CIPA
Antes de dar posse observe o tópico abaixo sobre o treinamento.
5° - SOBRE O TREINAMENTO DA CIPA 
CIPA em primeiro mandato: O treinamento deve ocorrer até 30 dias após a posse, segundo a NR 5 item 5. 321..
Em empresas que estão renovando a CIPA: O treinamento precisa acontecer antes da data de posse, segundo a NR 5 item 5.32.
Designado de CIPA: Deve receber treinamento anual, como acontece com a CIPA convencional, segundo a NR 5 item 5. 32.2.
DEIXEI A PARTE DE DOCUMENTAÇÃO NA PAGINA DE DOWNLOADS SÓ BAIXAR E APROVEITAR.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

EPI ou EPC Qual implantar ?

Hoje em dia tem muitas empresas que usam EPIs para sanar ou minimizar todos os tipos de riscos. Tudo é EPI. 
Para minimizar qualquer risco, e para evitar qualquer situação de um possível acidente à solução encontrada é sempre a mesma, EPI!
Até concordo que EPI é muito importante, mas ele não deve ser a primeira opção.
 EPI, EPC, Equipamento, Proteção, Individual, Proteção, Coletiva

Vamos a um exemplo clássico:
Tem um compressor na empresa que está gerando ruído acima de 85 DB. Qual será a solução adequada? Se você respondeu de imediato entregar protetor auricular, o texto abaixo pode lhe mostrar que não é bem assim…
Vejamos o que a NR 6 mostra no item 6.3:
A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,
c) para atender a situações de emergência.

Fazendo uma reflexão mais profunda chegamos a seguinte conclusão:
Na letra “A” diz sempre que as medidas de “ordem geral” e logo em seguida “proteção” o que leva a uma pergunta, qual equipamento de proteção fornece uma medida de proteção geral aos envolvidos, EPC é claro!
Então a letra “A” dá uma preferência ainda que discreta ao EPC.

Na letra “B” o texto diz “enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas”, quer dizer EPI em caráter passageiro. Trocando em miúdos, está dizendo que o EPC deve ser para ficar.
Na letra “C” diz que EPI é só para “atender situações de emergência. Uma situação de emergência é uma ocorrência não corriqueira. Logo o EPI nesse caso também é passageiro.

Como vimos acima o texto da NR 6 no item 6.3 dá preferência clara ao EPC

Vantagens do EPC em relação ao EPI
- Não oferece desconforto ao trabalhador;
- A legislação valoriza muito mais o EPC em relação ao EPI. Em caso de ação trabalhista o EPC eficiente sempre tem mais peso que o EPI;
- Não depende da vontade do funcionário para ser usado. Logo o atrito para forçar o uso é não é necessário;
- Em Geral, maior vida útil.
Meus amigos profissionais de SST, não é que sou contra EPI, é que sou a favor do trabalhador!
Antes de fazer seu funcionário ficar parecendo um Robô de tanto EPI, analise se realmente essa é a única opção!

Fiquei ou não parecido com um robô  :)?

No caso do compressor mencionado acima, antes de indicar EPI (protetor auricular) se deve pensar em agir de forma coletiva, tipo enclausuramento do compressor (é quando prende o ruído com a construção paredes simples ou tratamento acústico em volta do compressor, formando uma barreira que impede a passagem do som). 
Precisamos ver também o lado do funcionário. EPI é bom, mas, dependendo da quantidade de horas de uso diário e da qualidade do equipamento incomoda muito.